Mães e suas facetas de heroínas

Mães e suas facetas de heroínas

Como eu sou mulher, mãe e trabalhadora – não necessariamente nesta mesma ordem – eu gostaria de no último dia de maio, do mês que se comemora o mês das mães, fazer uma homenagem às matriarcas de João do Pé de Feijão, de Chapeuzinho Vermelho e dos Três Porquinhos, que criaram seus filhos sozinhas e que sabiamente deram as ferramentas para que eles se tornassem pessoas de garra e coragem, que sabem lutar contra gigantes e lobos malvados.

Gostaria de explicar minha admiração, primeiramente, pela mãe de João, capaz de criar um filho dotado de inteligência que troca uma vaca magra por feijões mágicos, que não tem medo do topo e escala um pé de feijão, desafiando um gigante e consegue o sustento da casa com os ovos da Pata de Ouro e ainda liberta a Harpa Mágica, para com música dar alegria aos dias naquela família – pois a felicidade não tá só nos bens materiais, mas no espírito de leveza que a música certamente dá o tom.

À mãe dos Três Porquinhos, porque conseguiu vencer o medo do “ninho vazio” e deu o que tinha para que os três filhos começassem a vida, enfrentassem as adversidades e fossem capazes de superar quaisquer obstáculos, astutos suficientes para enganar até um terrível lobo mau.

Uma das minhas preferidas é a mãe da alegre e faceira Chapeuzinho Vermelho. Ela dá responsabilidades à filha, tirando-a da zona de conforto, fazendo com que Chapeuzinho parasse de brincar e fosse pela estrada afora, sozinha, para levar os doces para vovozinha, sabendo que o caminho era longo e deserto e que ela tinha que ser esperta, porque neste caminho tinha um lobo mau, lobo mau, lobo mau. Por isso que ela e a vovozinha foram salvas nesta história, porque Chapeuzinho tinha sido ensinada pela mãe que podia e devia gritar na hora do perigo, pois a voz dela seria ouvida e que desistir nunca, jamais, neverrrrr será o caminho, mesmo que o perigo pareça maior que todas as forças.

Assim, reconto estas três histórias, que conto – na versão original – praticamente todas as noites ao meu filho, hoje com assustosos sete anos – mas serei uma mãe Porquinha, não vou chorar – com pesar – quando ele seguir o próprio caminho. Assim, eu mostro a ele, mesmo que sem querer, que até nos contos de fadas existem mulheres anônimas e aguerridas que estrategicamente estão zelando para que os filhos sejam homens e mulheres de boa vontade.

Por isso, eu termino a minha coluna, dedicando o meu carinho, amor e determinação às mulheres que não deixam a voz ficar presa, que além de se cuidarem, serem exemplos de honestidade e honradez, determinação e força, são capazes de iluminar o caminho do maior bem da humanidade, os filhos.

NOTA DE REPÚDIO

Quero fazer uma nota de repúdio ao PAI de João e Maria, que influenciado pela Madrasta das crianças – abandonou-os à própria sorte na floresta para serem devorados por animais ferozes ou até mesmo por bruxas malvadas, sem sequer dar nenhuma dica ou plano de fuga. Quero dizer para ele, que arrependimento não cura dores do passado. Por isso, um minuto de pesar pelas crianças que ficam órfãs, às vezes órfãs de mães e pais vivos.

Patrícia Alves

Caminhoneiros X Inércia da População

Caminhoneiros X Inércia da População

Já fui tantas vezes ao supermercado e fiquei indignidade com o preço dos alimentos, já olhei a conta de energia e calculei o valor dos impostos, já fiquei decepcionada com as negociações sindicais, onde eu via mais amor aos cargos do que melhoria das condições de trabalho… mas eu nunca fiz nada!

Leio sobre economia, gosto de política e concordo com Mário Sérgio Cortella, quando ele coloca que quem não gosta de política é idiota… mas eu nunca fiz nada!

Hoje as aulas do meu filho foram suspensas, eu não tenho como ir ao trabalho, porque estou sem gasolina e a insegurança me paralisa ao ponto de não me deixa andar três quarteirões para ir ao trabalho… mas mesmo assim eu nunca fiz nada!

Não fiz e – AINDA – não faça nada, centena de vezes, mas me acho no direito de criticar a política, economia, educação e a corrupção, mesmo não fiscalizando em quem votei na última eleição.

E pensando isso tudo, sinto-me uma marionete, que está acomodada demais para lutar. Obrigada caminhoneiros, por me lembrar que eu posso sim fazer mais pelo meu país, e que tenho o poder de dizer sim e não!

Obrigada por TER ACORDADO A GIGANTE, hoje quero entender mais do que se passa no nosso país e me proponho a ser socialmente mais responsável, politicamente mais consciente e engajada, porque vocês me mostraram a força da união de uma classe, imagine de uma nação.

Patrícia Alves

Trato e distrato, quero é ser feliz!

Trato e distrato, quero é ser feliz!

Você conhece o ditado: “só pega na rodilha quem pode com o pote?”. Pois bem, hoje vou escrever como me sinto bem em voltar atrás e refazer tudo novo de novo. Confuso? Não… claro como luz do sol.

Primeiro, admiro mais pessoas que dizem: NÃO POSSO, do que aquelas que continuam com o pote na cabeça e quebra ele mais à frente, desperdiçando, teoricamente, a água que está armazenada.

Segundo: ninguém é obrigado a nada. Por isso que juridicamente inventaram o termo distrato, para quem firmou um contrato e percebeu que não pode ou não quer cumprir.

E por último, chego no meu ponto pessoal, lembrando de que como já fui cabeça dura e segurei com a mão machucada coisas que não eram saudáveis, apenas pelo fato de desconhecer que distratar era melhor que maltratar.

Ai.. é maturidade que chamam?

Então, pelo menos em um ponto eu adquiri essa almejada qualidade, que dizem que o tempo e a experiência trazem para nossa vida.

Eu, que atualmente prefiro tratar e distratar, venho te fazer o convite para você assim como eu analisar os fardos que nós mesmos impomos a nós e aos outros, questionando se vale a pena levar algo tão pesado nas costas e que não vai contribuir nada para tua sanidade, quanto mais para tua felicidade.

Distancie-se, distrate, deixe ir… seja você, seja feliz!

Patrícia Alves

Às mães cristãs…

Às mães cristãs…

Onde nos perdemos? Queria entender quando foi que deixamos de acreditar que somos capazes de abençoar nossos filhos e que nossa missão, como pais, não é só prover de bens materiais, e que sim, somos responsáveis, também, pelo desenvolvimento espiritual deles.

Hoje eu – creio que pela primeira vez – parei diante de Pedro, invoquei a Deus autoridade, e disse em voz alta: filho, eu te abençoo! Foi uma sensação indescritível, mas que quero compartilhar, para registrar que eu não posso esquecer que eu sou a mentora de Pedro, também, na vida espiritual dele.

Estou aqui, escrevendo e desejando que você seja totalmente diferente de mim, e que esteja exercendo o poder de líder espiritual na relação com seus filhos há muito mais tempo que eu.

Sabe o que eu desejo pra mim – e para quem acredita que somos os guardiões dos nossos rebentos – que eu exerça autoridade espiritual, ensinando e vivendo o amor de Deus.

E haja responsabilidade…. mas acredito que conseguimos, porque Deus cuida de todas as nossas necessidades e nos fortalece em todas as nossas fraquezas.

E num resumão, quero não ser só a geração das Mães Mi Mi Mi, que se debruça para entender o filho – sendo a parceiraça – mas quero ser a mulher que orienta meu filho sobre o bem e o mal, diante dos ensinamentos bíblicos.

Muito mais do que prover casa, escola, roupa e comida na boca, quero ser a mulher que ensinou o amor de Deus para Pedro!

E – quase como uma oração – desejo muito, mas muito mesmo que Pedro e a geração dele vivenciem mais pais, padrinhos, avós, tios e amigos proferindo palavras de bênçãos. Para assim, termos uma geração de homens e mulheres íntegros, tementes a Deus e pais cientes que os filhos são herança do Senhor.

“O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer
o seu rosto sobre ti
e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto
e te dê paz.
Números 6:24-26

Patrícia Aves

As chances que Deus me deu

As chances que Deus me deu

Absurdo, mas minha relação com Deus foi sempre conflitante. Fui rebelde, fui cega, surda e insensível às inúmeras provas do cuidado dEle. Logo eu que tive dEle sempre proteção e zelo, quando andei sempre a um passo do abismo, do laço, do tropeço.

Eu achava que era perfeita, autossuficiente e pensava que Deus era um amuleto da sorte, tipo, aquele que a gente pega na hora de dar um salto ou levar um susto. Eu, pequena, achava que Deus não era meu companheiro, escudeiro, principal protetor… achava que eu fazia tudo certo, por isso tudo dava certo.

Ai, Deus – meu Deus – aquele que agradeço estar viva, ter Pedro, ter garra para levantar dia após dia, a recomeçar, a respirar me ensinou como ele é um Pai protetor e que mesmo tudo parecendo dar errado, tudo tem conserto e restauração.

Para eu reconhecer esta santidade de Deus, tive que me rebaixar à minha humanidade, fazendo-me pequena, tola e sem merecimento nenhum, ser paciente para entender a vontade dele para minha vida. Pecadora, vivo pela graça de Deus, reconhecendo que tudo que tenho, até os meus sonhos, devo a um Deus fiel e que quer me dar vida em abundância.

Assim, inicio minha jornada diária, pedindo amor ao Pai, proteção para que eu não seja insolente e que aprenda a esperar em oração, e que nada que eu fizer sozinha vai ser melhor que a vontade Dele pra mim.

Portanto, uso este espaço – que é meu, mas concedido por Deus – para declarar que não sei como, mas hoje eu reconheço que minha felicidade não é algo que eu conquisto, mas é um dom de Deus. Que sejamos felizes!!!!

Patrícia Alves

Mãe solo – vergonha ou orgulho?

Mãe solo – vergonha ou orgulho?

Essa foi a pauta do programa Por Elas do dia 05 de maio. Onde recebemos a dentista Nicole Siqueira e a advogada Mariana Coelho, ambas com a incumbência de ser mãe solo, exercendo esta missão com maestria.

Para mim, o primeiro ensinamento é que só consegue ser mãe solo quem tiver bastante amor, porque o amor dá a leveza à tarefa árdua de criar filhos “sozinha” ou “acompanhada”.

Segundo aprendizado, como minha amiga Shigeane me explicou várias vezes é: “aceita, que dói menos”, ou seja, já que o pai não QUER participar, ter a consciência que azar o dele que tá perdendo estes cheiros de cangotes fedorentos quando saem da escola; da emoção de acompanhar a leitura do primeiro livro; escutar as histórias memoráveis criadas unicamente por estes serem iluminados que Deus – que sabe de todas as coisas – nos deu para educar e amar.

Aprendi ainda e – escutei depois – depoimentos de mães e pais que usam os filhos como “armas” para atingir o outro, chamar atenção, fazer charme e chantagem…. para estas pessoas meu ECA. E podia – se quisesse, para ser politicamente correta – ter dito minha solidariedade, porque quem faz isso não sabe as consequências que está causando à criança, à adolescente que vai crescer cheio de inseguranças.

E pela minha pequena visão, das mães solo que admiro – porque tem umas que pelo amor de Deus – o dinheiro é apenas um mero detalhe, mas o que é realmente desejado mesmo é que estes pais tivessem a decência de ao menos a cada 15 dias ir buscar o filho na escola, com um sorriso no rosto – como foi posto por Nicole.

Aiiiii… eu escreveria tanto sobre este programa, sobre meu aprendizado pessoal, que fui criada por uma mãe solo – que hoje entendo tantas falas dela e certa que o amor de mãe não substitui o amor do pai e nem o amor do pai, substitui o amor da mãe.

Mas no final da história toda, com o depoimento das entrevistadas no ar, e depois com minhas conversas paralelas, é que mais uma vez descortinou minha visão que vivemos em uma sociedade hipócrita, que ainda julga as mães solteiras.

E por isso deixo aqui, para finalizar, o link do vídeo Mães Solo, do cara que sou fanzoca, o Marcos Piangers, onde em síntese ele diz que não deve existir vergonha nenhuma em ser mãe solteira, a vergonha é ser pai que abondona:

PS: Mães solo, lutem sim pelo direito financeiro dos seus filhos, a justiça está ao lado das crianças, e ao você abrir mão, você está tirando um direito dele. Né Sarinha?

Patrícia Alves