Absurdo, mas minha relação com Deus foi sempre conflitante. Fui rebelde, fui cega, surda e insensível às inúmeras provas do cuidado dEle. Logo eu que tive dEle sempre proteção e zelo, quando andei sempre a um passo do abismo, do laço, do tropeço.

Eu achava que era perfeita, autossuficiente e pensava que Deus era um amuleto da sorte, tipo, aquele que a gente pega na hora de dar um salto ou levar um susto. Eu, pequena, achava que Deus não era meu companheiro, escudeiro, principal protetor… achava que eu fazia tudo certo, por isso tudo dava certo.

Ai, Deus – meu Deus – aquele que agradeço estar viva, ter Pedro, ter garra para levantar dia após dia, a recomeçar, a respirar me ensinou como ele é um Pai protetor e que mesmo tudo parecendo dar errado, tudo tem conserto e restauração.

Para eu reconhecer esta santidade de Deus, tive que me rebaixar à minha humanidade, fazendo-me pequena, tola e sem merecimento nenhum, ser paciente para entender a vontade dele para minha vida. Pecadora, vivo pela graça de Deus, reconhecendo que tudo que tenho, até os meus sonhos, devo a um Deus fiel e que quer me dar vida em abundância.

Assim, inicio minha jornada diária, pedindo amor ao Pai, proteção para que eu não seja insolente e que aprenda a esperar em oração, e que nada que eu fizer sozinha vai ser melhor que a vontade Dele pra mim.

Portanto, uso este espaço – que é meu, mas concedido por Deus – para declarar que não sei como, mas hoje eu reconheço que minha felicidade não é algo que eu conquisto, mas é um dom de Deus. Que sejamos felizes!!!!

Patrícia Alves

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