Reservei meu espaço para homenagear minha mãe. Aquela que durante toda a minha infância foi meu referencial de perfeição e heroísmo. Que durante a minha adolescência questionei com muita frequência e que na minha idade adulta me ensinou o poder da compreensão, pois me vi no espelho repetindo tudo em que nos meus momentos de rebeldia questionei.

Minha mãe é uma mulher frágil/forte. A vida lhe apresentou às dificuldades quando ela ainda tinha 16 anos de idade e perdeu o referencial feminino. A sua mãe foi embora e ela virou filha solo de um vovô muito amado e amável, de quem ela herdou uma bondade infinita.

Aos 24 anos, ela já era mãe de 4 crianças e quem é mãe sabe o peso dessa responsabilidade, que se não fosse o amor para nos suster e guiar, não seríamos capazes. Meu Deus, aos 24 anos de idade eu comecei a minha vida, como poderia cuidar e ser responsável por guiar uma vida? Como eu te admiro mãe!

Minha mãe é meu chão. Embora a distância física nos separe, ela está em mim e eu estou nela. Hoje precisei ser eu mesma com toda infinitude que essa expressão puder trazer, pois ficamos muito diferentes ao longo desses anos, mas tem muito dela em mim.

Ela sempre será meu primeiro amor, minha vida, um pedacinho de mim lá em Garanhuns, ou onde quer que ela esteja. Meu amor por ela é tão grande que chega a doer. A estrelinha dela brilha em mim e me inspira, principalmente na maior lição que me deixou: a vida segue, seja forte, creia em Deus, que vai dar tudo certo!

Mãe, “aqui ou n’outro lugar, que pode ser feio ou bonito, se nós estivermos juntas, haverá um céu azul. Um amor puro, não sabe a força que tem. Meu amor eu juro, é seu e de mais ninguém”.

Bel Dantas

Share This
%d blogueiros gostam disto: